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quinta-feira, 9 de outubro de 2014
Os holofotes em Philip Rivers escondem o ótimo trabalho da defesa


Eric Weddle, capitão da defesa e um dos pilares do time, já se manifestou a respeito e disse não se incomodar com tal situação. Mesmo assim, o trabalho da unidade chama a atenção, principalmente se levarmos em conta ano passado.

Um time que se destacou nos últimos anos pelo ataque dinâmico e eficiente é quem vem levando o crédito pelo sucesso. Nesta temporada, os holofotes se voltaram totalmente à unidade ofensiva do Chargers muito por conta das atuações de Philip Rivers, que credenciam o Quarterback na disputa pelo MVP até aqui. Mesmo assim, o ataque em San Diego não está entre os 5 melhores em termos de jardas totais, nem mesmo se considerarmos o ataque aéreo. Muito menos se levarmos em conta o ataque terrestre.

Obviamente isso não quer dizer o ataque do Chargers é um dos piores, longe disso. Ele tem seus (vários) méritos. Capacidade de controlar o relógio, quase nenhum turnover, uma das equipes que mais pontua por jogo, entre outras virtudes. E a defesa, onde entra nisso tudo?

Em 2013, a defesa de San Diego era um pesadelo sem fim. Os jogos não se davam por finalizados enquanto o relógio não marcava o zero. Nada era garantia de vitória. John Pagano, coordenador defensivo, chegou a ter seu trabalho questionado. Faltavam peças, era evidente, não a toa ela foi rankeada como a 23ª defesa no geral, e a 29ª contra o passe em uma liga composta por 32 times.



Ter sucesso nessas condições é improvável. New Orleans Saints foi campeão em 2010 tendo a 25ª defesa geral. O New England Patriots chegou ao Super Bowl na temporada de 2011 tendo a segunda pior defesa, acabou sendo derrotado. Casos assim são esporádicos e o presente nos mostra o quão importante é ter uma defesa forte, vide Seahawks no último Super Bowl.

Para 2014, as peças chegaram, destaque para Brandon Flowers, Jason Verrett e Jeremiah Attaochu. Nesta altura, o Chargers é dono da terceira melhor defesa da liga no geral e é a segunda contra o passe. Como se não bastasse, é a defesa que menos cede pontos para o adversário. Se considerarmos a batalha dos turnovers, San Diego tem um saldo positivo de 7, uma das melhores marcas da liga e sabemos o quão determinante isso é para conquistar uma vitória. Mudou da água para o vinho.

Após a derrota no jogo de abertura contra o Cardinals, Flowers falou que o time precisava saber finalizar os jogos. O recado parece que surtiu efeito. Desde então, o time não permitiu que a equipe adversária marcasse sequer um ponto no último quarto de jogo. Não é o suficiente para convencê-lo do ótimo trabalho defensivo? Contra o New York Jets, o Chargers foi responsável por forçar o primeiro shutout da NFL em 2014 (quando a equipe adversária fica zerada no jogo).

Claro que as lesões afetarem o desempenho do ano passado. Em nenhum momento Pagano teve os dois pass-rushers titulares disponíveis ao mesmo tempo (Melvim Ingram e Dwight Freeney). O setor era fraco, e colocava a pressão na secundária, que sucumbia cedo ou tarde.

Em 2014 as lesões também não diminuíram, mas o sucesso continua. Ótimo sinal, afinal, mostra que o time tem elenco para conseguir contornar os problemas. E melhor ainda para Pagano, querido por todos os jogadores, que vai mostrando ter totais condições de montar uma unidade de respeito e ter uma sintonia tão essencial com seus comandados.



Dando nome aos bois: Corey Liuget e Kendall Reyes fazem até aqui uma ótima temporada, superando as expectativas. Dwight Freeney voltando de lesão que o tirou de boa parte da temporada passada é o líder em sacks da equipe e continua sendo uma ameaça. Jarrett Johnson comanda a equipe de Linebackers ao lado de Donald Butler. A secundária vem jogando de forma fenomenal, comandada por Eric Weddle e Brandon Flowers (é a unidade que menos perdeu tackles na liga). Sem contar a presença dos rookies (Verrett e Attaochu). Todos merecem ter o nome citado, mas não faremos desse uma lista de presença.

Você pode até questionar os adversários que o Chargers enfrentou até agora e que de fato não possuem um ataque potente, mas em momento algum deve desmerecer o trabalho da defesa. O sucesso de Philip Rivers não é a toa, tem um time por trás dele, e esse time conta com uma defesa que lhe dá todas as condições necessárias de desenvolver um jogo que o agrade.


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